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Para Erico Verissimo
O dia abriu seu pára-sol bordado
De nuvens e de verde ramaria.
E estava até um fumo, que subia,
Mi-nu-ci-o-sa-men-te desenhado.
Depois surgiu, no céu azul arqueado,
A Lua - a Lua! - em pleno meio-dia.
Na rua, um menininho que seguia
Parou, ficou a olhá-la admirado...
Pus meus sapatos na janela alta,
Sobre o rebordo... Céu é que lhes falta
Pra suportarem a existência rude!
E eles sonham, imóveis, deslumbrados,
Que são dois velhos barcos, encalhados
Sobre a margem tranqüila de um açude...
[Mario Quintana; A Rua dos Cataventos]
Soneto de Borboletas!

As borboletas, pousam
Onde pousa o meu olhar
Tu és a flor sorridente
Que despertou o meu amar!
As borboletas saltitantes
Vem na manhã fazer sorrir
As Rosas e as Margaridas
Que só Tu, fazes florir!
As borboletas engrandecem
O cenário, no amanhecer
E nos beijos envaidecem...
...Os pássaros belos a voar
As borboletas, pousam
Mas só Tu, sabes (me) amar!
Léa, Na Estrada. 18-04-2007. 11:26



A Sonetista Morta

Quando a lua dos sonetos ocultar
O brilho que foquei nas minhas retinas
Estarei prontamente com bela sina
A remir todos os medos que fiz brilhar!
Já sem forças às mãos estenderei em prece
Um soneto derradeiro com flores de sal
Que das lágrimas flori sem ter o mal
A roer minhas veias em pobre messe!
A mortalha dos loucos hei de vestir!
À tardinha recolherei varal d'estrelas...
E nuas, minhas mãos acariciarei...
A pena que na vida sempre toquei
E fiz do Universo, meu ar, minha veia!
Morri sem medo, sonetos despi!
(Ledalge,11 de março de 2008)
História antiga
No meu grande otimismo de inocente,
Eu nunca soube por que foi... um dia,
Ela me olhou indiferentemente,
Perguntei-lhe por que era... Não sabia...
Desde então, transformou-se de repente
A nossa intimidade correntia
Em saudações de simples cortesia
E a vida foi andando para frente...
Nunca mais nos falamos... vai distante...
Mas, quando a vejo, há sempre um vago instante
Em que seu mudo olhar no meu repousa,
E eu sinto, sem no entanto compreendê-la,
Que ela tenta dizer-me qualquer cousa,
Mas que é tarde demais para dizê-la...
[Raul de Leôni]
" Quero o colo da mãe poesia, numa troca sem pudor, sem meias palavras, em tudo sou intensa."
(Ledalge)




A Janela e o Sol
"Deixa-me entrar, - dizia o sol - suspende
A cortina, soabre-te! Preciso
O íris trêmulo ver que o sonho acende
Em seu sereno virginal sorriso.
Dá-me uma fresta só do paraíso
Vedado, se o ser nele inteiro ofende...
E eu, como o eunuco, estúpido, indeciso,
Ver-lhe-ei o rosto que na sombra esplende."
E, fechando mais, zelosa e firme,
Respondia a janela: "Tem-te, ousado!
Não te deixo passar! Eu, néscia, abri-me!
E esta que dorme, sol, que não diria
Ao ver-te o olhar por trás do cortinado,
E ao ver-se a um tempo desnudada e fria?!"
Alberto de Oliveira
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ßorbolet@ @zul
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